domingo, 25 de janeiro de 2009

A Espada Japonesa - Katana










De todas as armas produzidas pelo homem, nenhuma supera a espada japonesa quando são analisados critérios artísticos, espirituais e práticos. Suas rivais européias de Toledo e Damasco não possuem todas suas virtudes, apesar de terem sido confeccionadas pelos melhores mestres existentes no Ocidente.



No Japão medieval existiram muitos tipos de armas. No início do século XI até o final do século XVI com as batalhas realizadas entre exércitos de senhores feudais rivais, o principal armamento era o utilizado em campo aberto ( lanças, flechas, naguinatas, etc.. ). Após a unificação do Japão por Tokugawa Ieyasu ( início do século XVII ) as batalhas campais acabaram e começou o período de duelos entre Samurais, neste momento a espada foi a arma mais usada, tamanha importância foi dada a ela que ocorreram dois fatos importantes em sua história: em 1588 o mais poderoso senhor feudal do Japão, Toyotomi Hideyoshi declara que somente os Samurais podiam portá-la, assim ele subtraiu-a do alcance dos comuns, reservando-a como privilégio único e exclusivo da classe guerreira, já a frase mais famosa relacionada a ela veio do Shogun Tokugawa Ieyasu, que disse " a espada é a alma do Samurai".



A espada sempre teve um valor importante na sociedade japonesa, seja como a arma de um samurai e o seu símbolo de poder e status até o fato de se acreditar que o espírito do samurai vivia nela. Outro fato importante é a representação do poder do imperador pela espada que ele recebe quando é empossado, segundo a lenda a espada foi dada pelo deus do sol, Amaterasu Omikarni ao seu neto, Ninigi-no Mikoto, quando este foi enviado para reinar na terra.
A espada japonesa mais conhecida é a katana, quando pensa-se em Samurais sempre é ela a lembrada, suas principais características são relacionadas principalmente à forma de sua lâmina, com curvatura ( mais ou menos acentuada ), de seção transversal cônica, com têmpera característica na região de corte, especificamente destinada a golpes de ceifa desfechados com insuperável velocidade. Os guerreiros também carregavam uma outra espada ( Wakizashi ), de tamanho menor que a katana, que era mais utilizada em combates em ambientes fechados ( castelos, florestas, etc.. ). O conjunto katana mais Wakizashi, quando juntas formavam o par chamado de Daishô, que era usado na cintura e representava o status máximo da Classe Samurai.





A manufatura da espada japonesa, não era um simples ato de fabricar um objeto para uma batalha ou utilização específica, o mestre-espadeiro colocava seu espírito em todas as fases de sua fabricação, chegando ao ponto de abster-se de sexo, bebidas, carne e da presença das pessoas comuns durante todo o processo. Seu ateliê era um santuário sagrado, o aço dobrado sobre si próprio em operações de forjamento sucessivo, o sentimento colocado em cada martelada, nas imersões na água, nas passadas na pedra de afiar, era um ato religioso que conferia um espírito à sua lâmina e a deixava viva com a energia de seu criador. Existe uma história que é relacionada ao espírito do artesão que era colocado nas fibras do aço: O mais famoso armeiro japonês foi Massamuné, conhecido pelo seu espírito bom, sempre que podia ajudava as pessoas de seu vilarejo, via suas obras como um objeto artístico e instrumento para a busca da paz, seu melhor discípulo foi Muramasa, que apesar de aprender toda a técnica da arte possuía um espírito ruim, devido a isso foi excluído. Conta-se que ao colocar duas espadas, uma de Massamuné e outra de Muramasa em um regato, quando folhas são jogadas na água, elas são atraídas para a lâmina da segunda e repelidas pela da primeira, isto é relacionado pelos estudiosos ao sentimento ruim que Muramasa colocava em suas lâminas.


A simbologia existente na katana é que a bainha representa o corpo físico, templo protetor, enquanto a lâmina, o espírito poderoso que quando utilizado com sabedoria realiza atos incríveis. Em mãos hábeis de um perito a espada japonesa pode cortar qualquer parte do corpo humano, um cano de metralhadora , ou uma folha de árvore caindo ao solo.


Em um tratado escrito no século XVIII sobre a arte da esgrima ( Tengu-geijutsu-ron ), que relatava principalmente os aspectos espirituais da arte, existe a orientação que o praticante deve conhecer tanto o lado técnico como o espiritual, e que a busca dos valores mais nobres deve ser feita procurando-se os sentimentos que brotam do fundo do coração. Quem pratica a arte das espadas deve corresponder, espontaneamente, à uma eventual situação, sem se irritar de modo algum por qualquer intenção externa. A reação deve ocorrer de imediato, como o espelho reflete a imagem. Através de inúmeros textos, principalmente Zen-Budistas, a consciência dos praticantes foi sendo moldada e a utilização do katana mudou de um fim quase sempre trágico de um duelo, para uma reflexão mais espiritual e certamente benéfica para a sociedade.
Com a mudança de alguns conceitos, principalmente relacionados a finalidade da prática da espada, mestres da esgrima começaram a colocar em suas escolas a importância da busca espiritual, não como meio próprio de iluminação, mas como um caminho da melhoria de vida de todas as pessoas. Nesta época surge a fase mais bonita da simbologia relacionada à katana, ela existiria para dar a vida e não para tirá-la, com o treino os alunos estariam buscando o que de melhor possuem, e assim poderiam contribuir melhor para seu aprendizado como pessoas que vivem em sociedade. Surge o Kendô ( O caminho da espada ) e as diversas artes marciais relacionadas à sua prática.


Infelizmente devido à alguns, a espada japonesa teve sua nobre simbologia denegrida pela sua utilização na Segunda Grande Guerra, quando oficiais japoneses decapitavam prisioneiros americanos ou britânicos, que eram amarrados e colocados de cócoras. Mesmo estas espadas não serem katanas autênticas, seus donos achavam que estavam praticando a arte dos Samurais, agindo cegamente por ignorância ou crueldade, eles esqueciam que pelo espírito do Bushidô ( Código de Honra Samurai ), um adversário devia ser enfrentado de frente, e pela frase do Shogun Tokugawa Ieyasu: " o inimigo deve ser enfrentado à distância da espada, de frente e com respeito ". Esta fase terrível é lembrada com tristeza pelos praticantes e conhecedores da arte da esgrima, mas não sujou o espírito existente que foi moldado por séculos de tradição, uma mostra disto é a crescente busca de informações sobre sua história e técnica existente hoje no Ocidente.
O Ressurgimento

Há apenas quarenta anos, acreditava-se que o oficio da criação de espadas japonesas estava fadado ao fim. Durante a ocupação americana no Japão do pós-guerra, os japoneses foram proibidos de fabricar ou de portar qualquer tipo de arma, inclusive espadas. Suas espadas foram confiscadas e destruídas em sua maioria, e outras foram levadas pelos americanos como souvenires. Os cuteleiros foram obrigados a procurar novos ofícios e com isso privaram gerações de absorver conhecimento sobre este oficio e pela primeira vez no Japão cessou a fabricação das espadas, exceto por algumas espadas feitas exclusivamente para rituais e ocasiões publicas.
O ofício sobreviveu a este período negro. Em 1953 depois que os americanos deixaram o Japão a proibição da fabricação das espadas foi retirada. Alguns cuteleiros da chamada "geração perdida" retornaram ao trabalho e com eles uma nova geração de aprendizes começou a surgir. Graças aos seus esforços o oficio emergiu novamente e na década de 80 ele está possivelmente mais ativo do que jamais esteve ao longo de vários séculos.

Todo este ressurgimento é fantástico, ainda mais para uma arte que é controlada pelo governo, aonde o número de espadas fabricadas por cada cuteleiro é limitada e aonde os aprendizes devem ter um número mínimo de anos de aprendizado com um professor licenciado para poder exercer o oficio.

As Espadas e seus Períodos

A tecnologia que levou ao desenvolvimento das espadas japonesas, provavelmente originou-se na China e chegou ao Japão através da Coréia. As espadas japonesas estão divididas em relação ao período em que foram feitas, está divisão é a seguinte: Espadas Koto ou Primeiras Espadas, Shinto ou Novas Espadas e Gendaito ou Espadas Modernas.

Koto

A tecnologia que levou ao desenvolvimento das espadas japonesas, provavelmente originou-se na China e chegou ao Japão através da Coréia. As primeiras espadas encontradas no Japão datam do século quinto.
Estas espadas chamadas chokuto são retas e possuem apenas um lado com corte. Algumas foram polidas e claramente feiras a mão. Acredita-se que essas espadas foram feitas na China. Algumas delas são tão finas que quando colocadas em paralelo ao chão entortam com seu próprio peso, acredita-se que eram utilizadas apenas em cerimoniais e não em batalhas.
Foi a partir do período Heian (794-1185), que ouve um grande avanço das técnicas do trabalho com o metal no Japão, e é a partir desse período que pode-se falar das espadas japonesas. Nesta época os guerreiros lutavam em cima de cavalos e por isso suas espadas eram longas. Além de longas elas eram curvadas, com uma base mais larga e forte até uma ponta bem fina. As espadas dessa época são chamadas de tachi e representam a é categoria das antigas espadas chamadas Koto, ou seja "espada antiga".
Neste período as inscrições nas espadas derivam de motivos Budistas, o que mostra a ligação forte do cuteleiro com a religião e com o seu trabalho.
No período Kamakura (1185-1333), o Japão estava sob o domínio de uma classe de guerreiros e por isso esta época é considerada a época de ouro da espada japonesa. Nesta época surgiu um novo estilo de espada o tanto, que era uma espada pequena desenvolvida para ser usada com apenas uma mão, em lutas corpo a corpo a pé.
No período Nanbokucho (1333-1392) a fabricação de espadas estava dividida em 5 escolas: Bizen, Yamashiro, Yamato, Mino e Soshu. Essas escolas são chamadas de Gokaden, as cinco tradições. A maioria das espadas do Japão é classificada como pertencentes a alguma dessas escolas.
No período Muromachi (1392-1568) ainda haviam no Japão varias lutas internas, a produção em massa de espadas fez com que a qualidade caísse, desenvolveu -se também neste período uma espécie de faca chamada uchigatama, pequena e curvada era perfeita para lutas em pequenos ambientes.

Shinto

Com o fim do período Muromachi e o começo do período Momoyama a principal evolução observada com relação as espadas foi a utilização pelos samurais de um par de espadas, sendo uma menor chamada de wakizashi e outra maior chamada de katana. Estas espadas apresentam características diferentes das espadas Koto, como o brilho e a textura do metal e é por isso que estas espadas não se encaixam nas cinco escolas do Gokaden e por isso algumas vezes são consideradas como pertencentes a uma sexta escola, a Shinto ou Nova Espada. Nesta época ao invés dos cuteleiros ficarem fixos em um localidade, eles seguiam com os exércitos para estarem disponíveis sempre que necessário. Foi a partir deste período que a arte da espada japonesa sofreu duros choques. O Japão se unificou internamente e foi instituída uma lei proibindo os camponeses de possuirem espadas, além disso a inflação e a queda na qualidade do aço produzido fez com que as espadas caíssem de qualidade e fez também com que os cuteleiros aumentassem as suas produções fazendo espadas medíocres.

Em 1876, após a restauração MeUi a classe dos samurais foi formalmente abolida, com isso muito acreditaram que a construção de espadas estava fadada ao fim, mas o interesse pelas espadas como arte começou a crescer e com isso alguns cuteleiros foram capazes de manter as suas produções

Gendaito

Espadas feitas a partir da era Meiji são chamadas de espadas modernas ou Gendaito. Essas espadas foram muito influenciadas pelos militares japoneses, foram feitas muitas delas para oficiais japoneses. Estas espadas apesar de possufrem as mesmas formas de uma espada tradicional, não possuem as suas características principais, ou seja, o fato de serem feitas a mão e com um aço não industrial. Hoje essas espadas não são registradas pelo governo japoneses e muitas vezes o governo pede para que elas sejam eliminadas.

A espada e suas principais características

A espada japonesa não é apenas uma lãmina de metal, mas sim uma união de diversas características que a tornam muito especial e uma obra de arte única, as principais características que devem ser observadas em uma espada japonesa são:
A Forma

Conhecendo-se a forma da espada, consegue-se saber para que fim ela foi desenvolvida, o período e de que escola ela deriva. Pelo fato de ser feita à mão sua forrna pode ser considerada única.

O Hamon

O Hamon é o padrão de cores que existe na lamina da espada. Sua função é apenas estética, mas requer uma técnica muito especial para a sua construção. Para criar o padrão o cuteleiro o desenha na lãmina com um ti~o de barro e então aquece a lãmina até uma certa températura e então a esfria em água. E graças a capa de barro que o metal é resfriado de forma desigual criando assim os belos padrões.Assinatura do cuteleiro
O cuteleiro quando termina uma espada e esta atingiu todos os padrões de qualidade exigidos por ele, então este satisfeito assina o seu nome no tang da espada, que é a empunhadura da lâmina, aonde não foi polida. No tang, além da assinatura, podem estar escritas outras informações como o ano de fabricação.

Qualidade do aço

A qualidade do aço está muito relacionada com o período no qual a espada foi feita e com os recursos utilizados para a fabricação do aço. Como exemplo as espadas Koto possuem um tom cinza escuro, já as espadas Shinto possuem um tom mais claro.

Hada

É o projeto visível do grão do aço da espada, ou seja, a textura presente na lâmina. É oresultado da maneira que a espada foi dobrada durante o forjamento. Hada pode ser dificil para que o novato interprete e é obscurecido facilmente por uma lâmina deficientemente lustrada que seja manchada ou oxidada.

Estágios da Construção de uma Espada

Para a completa construção de uma espada e de todas as suas partes são necessárias muitas etapas que vão desde a criação do aço utilizado até a construção de sua bainha. Hoje muitos cuteleiros se especializaram em algumas etapas da criação, ou seja, um cuteleiro faz a lâmina, outro é responsável pelo polimento, outro pelo habaki e outro pela bainha, isso faz com que a espada seja o mais perfeito possível em todas as suas características.

Criação do aço

É a primeira e mais importante etapa da fabricação da espada. O tamahagane, que é o aço japonês, é feito em pequenas fundições chamadas tatara. Este aço chega ao cuteleiro em uma forma meio bruta, aonde este refina o aço até o estado desejado.

Forjar o aço

É neste estágio que a espada começa a tomar forma, o bloco de metal começa a tomar forma e chega a ser dobrado dezenas de vezes até atingir o ponto exato do cuteleiro. Ê neste estágio que se coloca a jaqueta de metal mais duro na lâmina.

Eliminar irregularidades

O cuteleiro praticamente raspa a espada para retirar algumas imperfeições.

Hamon

Depois de retiradas quaisquer imperfeições, o cuteleiro prepara para ser usado na criação do Hamon. Nesta etapa a espada com o barro é aquecida e rapidamente resfriada. É a variação na temperatura do barro com o metal que cria os desenhos do Hamon.

Correção da Curvatura e Polimento Grosso

Estas etapas são realizadas logo após o Hamon

Sulcos e Figuras Decorativas

Os sulcos são feito paralelamente a lãmina cortante. As figuras decorativas são escavadas na lãmina e possuem temas variados como dragões, flores e temas relacionados a Buda.

Dando Forma ao Tang e Assinando a Lâmina

O cuteleiro dá forma ao Tang e se o trabalho for considerado bom, assina seu nome no Tang. Além do mais, caso queira, poderá colocar data e outras informações.

O Polimento

O polimento pode ser considerado uma arte por si próprio, requer muita técnica e atenção. Um polimento mal feito pode estragar todo o trabalho anterior. E no polimento que a lãmina mostra toda a sua beleza, são usados diversos tipos de pedras para amolar, entre as quais várias de tamanho mínimo.

O Habaki

Após o polimento da lâmina, esta já está pronta para receber o Habaki, que é uma peça de metal decorado que é colocado como um separador entre a lâmina polida e o Tang. O Habaki, além de decorar a espada, tem a função de manter a lãmina fixa na bainha, sem deixa-la escorregar. O Habaki é muitas vezes ornamentado com ouro e cobre

A Bainha e a Empunhadura

A bainha da espada japonesa é feita da madeira de uma árvore chamada Ho. A bainha consiste de duas peças de madeira que são talhadas internamente na forma da espada, e então unidas. Depois de unidas a bainha é polida e está pronta para ser decorada. A empunhadura também é feita do mesmo material da bainha, e além disso ela também segue a mesma forma da bainha.

Conclusão

A espada japonesa já teve altos e baixos em sua história e pensou-se muitas vezes que ela fosse desaparecer, mas hoje a arte da fabricação das espadas está talvez mais viva do que jamais esteve.
O que leva hoje, apesar da modernidade existente em todas as casas, a Internet que facilitou a comunicação entre povos, pessoas a fazerem movimentos que eram realizados à séculos pelos antigos guerreiros, a vestirem-se com roupas tradicionais e a empunharem uma espada, seja ela de aço ( katana ), madeira ( Bokken ou Bokuto ) ou bambu ( Shinai - usada na luta de Kendô ), não é relacionada à vontade de vencer um oponente em um duelo ou a querer participar de uma batalha na conquista de um castelo, o que nutre esta vontade de aprender tal arte é o espírito que existe por trás de cada movimento, o sentimento ao aplicar um golpe e principalmente à realização de sentir que conforme os dias se passam, mais coisas são compreendidas e que a essência da vida pode ser obtida, não por um oráculo ou adivinho, mas por qualquer um. A realização em saber que todos nós fazemos parte de um grande conjunto, que todos são peças importantes e que cada ato contribui para a melhoria de nossa vida e de outras pessoas, gera uma energia maravilhosa e muito bonita, e que o "Caminho da Espada " é um dos meios de se buscar isto e conseguir assim a felicidade.

A espada é um símbolo da cultura japonesa, e por isso protegida pelo governo com leis e, é um de seus tesouros vivos, é um objeto de arte único que cada vez mais atrai a atenção do ocidente e provavelmente deve continuar a existir e expandir por muito séculos.

Trechos da Introdução e Conclusão gentilmente cedidos do Artigo escrito por Rodrigo Dantas Casillo Gonçalves, tendo sido publicado no Jornal "A Cidade" de Ribeirão Preto.

2 comentários:

Marco disse...

Completíssimo este post, fabricar uma katana não é somente um oficio para os grandes mestres, mas, também é uma obra de arte.

Parabéns e uma abraços.

Marco.

Rodrigo disse...

O Hamon não é apenas decorativo. Aliás, não tem nada de decorativo! Trata-se do resultado da têmpera diferencial: Devido a velocidades de arrefecimento diferentes, provocadas pelo tal barro aplicado sobre a lâmina, o gume torna-se mais duro, logo com melhores capacidades de corte, enquanto o resto da lâmina se torna mais flexível, logo mais difícil de partir em combate.
Faltam ainda alguns pontos, como a utilização do Tang. Por vezes, para além da assinatura do artesão, eram incluídas marcas que permitiam controlar a qualidade da lâmina, uma espécie de controlo de qualidade. A lâmina era testada em prisioneiros, normalmente nos membros dos mesmo. Se cortasse um braço, perna, cabeça,etc, com um golpe, tal facto era registado no Tang. Existem casos de espadas que possuem registo de várias cabeças num só golpe.
Quanto ás espadas utilizadas durante a 2ª guerra mundial, muitas eram originais (pelo menos a lâmina),tratava-se das espadas ancestrais, herdadas por descendentes de samurais.